A era da inteligência tributária

A era da inteligência tributária

Crescer e desenvolver o negócio neste ambiente tributário adverso pode ser mais que desafiador, mas um diferencial para superar a concorrência

Publicado dia 18 de abril de 2019

Por Cassius Pimenta*

Quem nunca ouviu nas rodas de empresários que o governo é o sócio oculto, aquele que aparece uma vez por mês para fazer sua retirada, mas pouco ou nada trabalha para ajudar a empresa. Colocar o tamanho desta mordida é uma missão dos estudos. Um mais recente, do Banco Mundial, aponta que 68,4% dos lucros das empresas vão para impostos. Não que a carga tributária seja essa, mas que é o que fica nas mãos dos governos, direta ou indiretamente, após a venda do produto.

Diante deste quadro que beira o absurdo, o empresário deveria dedicar mais atenção e tempo para o tema, formando comitês internos para alcançar maior eficiência tributária e reduzir custos por meio de reorganizações societárias, por exemplo.

Neste cenário quase depressivo, é, com certeza, o centro nervoso da empresa, onde os cérebros devem trabalhar diariamente para desenvolver estratégias e soluções que vão, no final, garantir o preço dos produtos e serviços competitivos, mantendo a empresa na formalidade, sem riscos maiores – pois a atuação na informalidade e/ou com “aventuras” tributárias pode ser, aí sim, o caminho para o fechamento da empresa.

Acreditar que pode driblar o Fisco neste momento em que a tecnologia revela detalhes de tudo, é assinar um atestado de óbito da empresa, considerando que multas, juros e penalidades dos órgãos fazendários são absurdamente elevadas.

Crescer e desenvolver o negócio neste ambiente tributário adverso pode ser mais que desafiador, mas um diferencial para superar a concorrência. A empresa mais eficiente estará um passo a frente, com preços posicionados e vantagem competitiva de conhecer em detalhes toda operação fiscal. Inteligência tributária é um caminho sem volta para quem realmente a pratica, com ações práticas e profissionais qualificados.

Quer um conselho? Além de montar o melhor time, dedique-se a compreender os mecanismos, pois o tombo mora nos detalhes. Se você não sabe o que está contratando, não pode cobrar nem criticar (corretamente) o que está sendo entregue.

* Cassius Pimenta é contador, auditor, diretor-executivo da MAROL e diretor da Acieg