Artigo: O estilo de liderança disruptiva

Artigo: O estilo de liderança disruptiva

João Solér propõe uma maior humanização das equipes que compõem empresas: mudando o olhar sobre a capacidade exigida dos funcionários, muda-se a forma de encarar os procedimentos diários

Publicado dia 22 de abril de 2019

É certo que aprender com os erros e esforçar-se para conquistar os objetivos são dois importantes ingredientes para ter sucesso. Contudo, até que ponto falhar pode se transformar num caminho sem volta para a motivação e autoconfiança, destruindo a capacidade de atuar com resiliência?

O general Stanley McChrystal, do exército americano, alerta: “Líderes podem deixar você falhar e ainda assim não deixar você ser um fracasso.”

A história está cheia de exemplos de pessoas que conquistaram o sucesso após várias lições que puderam extrair de seus fracassos. Walt Disney, Bill Gates, Steve Jobs e Stephen King perseguiram seus sonhos e deixaram uma marca duradoura no mundo. Muitos outros tornaram-se exemplos conhecidos, como Soichiro Honda, Thomas Edison e J.K. Rowling. Todos podem ser considerados disruptivos, ou seja, conseguiram interromper o curso normal de um processo.

Hoje, essa mesma necessidade de considerar com maior seriedade a disrupção, é uma preocupação de toda organização. A pressão competitiva para dar um toque de inovação e conquistar a atenção do mercado é muito forte. Para tanto, nossos líderes estão sendo convidados a entender as mudanças do mundo e promover as mudanças necessárias em suas organizações. Mas não são mudanças por causa das mudanças e sim, saberem construir uma maneira de agregar a mudança na forma de operação de suas organizações.

Assim, um líder disruptivo deve começar o seu processo de mudança tratando os integrantes de sua equipe como seres humanos, não como meros instrumentos inanimados e apropriados para cumprir ordens. Deve, ainda, incentivar novas ideias e o redesenho dos velhos e já estabelecidos procedimento de se fazer as coisas. Tudo mudou, principalmente as expectativas dos clientes. Porém, esse movimento exige coragem e sensatez, pois pode resultar em erros. Se isso acontecer, McChrystal neles. Volte a colocar sua equipe de pé, trabalhando a sua motivação, autoconfiança e capacidade de resiliência.

***  João Solér,  CEO do Instituto Mazini, é escritor da coluna “Liderança Disruptiva” no site Brasília Empresas.