Leitura Estratégica

Plano América é vendido por R$ 428 milhões

O Plano América é goiano, fundado em 2003, dentro do Hospital Jardim América


** Por Leandro Resende 

A empresa goiana América Planos de Saúde teria fechado negociação e já assinado com a Hapvida. O valor do contrato deve ser de R$ 428 milhões, mas pode chegar próximo a R$ 500 milhões dependendo dos ajustes do contrato. Ainda não foi divulgado o formato do negócio, se seria uma incorporação, fusão ou aquisição integral. Nenhuma das partes confirmou oficialmente a negociação. Sempre alvo de muitos boatos, outras negociações envolvendo o América Plano de Saúde já foram anunciadas, mas nunca se confirmaram. No entanto, o mercado aponta que o rumor está maior e pode ter se consolidado desta vez.

O Goiânia Empresas apurou com fontes próximas, que confirmaram a negociação, mas pediram para não ter seus nomes divulgados. Com a matéria é exclusiva, o site optou por não divulgar desde ontem para não prejudicar as negociações e por a Hapvida ser uma empresa de capital aberto. Hoje à noite estava previsto comunicar ao mercado – o que nos dá a tranquilidade de publicar a matéria sem prejudicar nenhuma das partes.

O contrato já estaria assinado (acordo teria sido assinado ontem, em reunião que teria se prolongado até às 3 horas da manhã). O prazo de aprovação nos órgãos reguladores deve ser de 90 a 120 dias. A aprovação deve ser tranquila, pois não afeta negativamente à concorrência do setor em Goiás.

O Plano América é goiano, fundado em 2003, dentro do Hospital Jardim América. No início, envolvia a sociedade de três hospitais de Goiânia. Após várias expansões da rede, em 2015, o grupo adquiriu o Hospital e Maternidade Fêmina – que passou a se chamar Hospital América em 2017. O América, em 2018, ultrapassou a marca de 100 mil vidas atendidas e tendo ampla rede própria de hospitais, clínicas e laboratórios.

O Hapvida, empresa do setor de saúde sediada em Fortaleza, abriu capital na Bolsa há um ano e está com plano agressivo de aquisições. Comprou o São Francisco (SP), em maio, por R$ 5 bilhões, ampliando sua carteira, avançando para o Sudeste e Centro-Oeste. Boa parte da negociação foi feita à vista e superou propostas da Interamérica, Bradesco e Amil.

O grupo ainda inaugurou um hospital em Joinville, firmando presença no Sul do País. Antes das aquisições, o Hapvida chegou a 6 milhões de clientes, maior parte no Nordeste. Meta é chegar a 14 milhões em todo País. Com o São Francisco, avançou 1,8 milhão de vidas, boa parte no interior de São Paulo, onde a Unimed domina. O mercado de planos de saúde tem hoje no Brasil 47 milhões de clientes – mas no passado já bateu 50 milhões de vidas atendidas.

O Goiânia Empresas ouviu o advogado especialista em fusões e aquisições, Marlos Nogueira, que apontou que se realmente o negócio for confirmado, a Hapvida está comprando a entrada na região. “Por isso a ótima precificação. O América é a forma mais efetiva de se fazer frente à Unimed e Ipasgo, que dominam localmente. A operação deve induzir uma saudável reconfiguração do setor por aqui, já que os hospitais e clínicas sofriam com a dependência dessas principais fontes pagadoras”, comentou.

 

Plano América é vendido por R$ 428 milhões

O Plano América é goiano, fundado em 2003, dentro do Hospital Jardim América


** Por Leandro Resende 

A empresa goiana América Planos de Saúde teria fechado negociação e já assinado com a Hapvida. O valor do contrato deve ser de R$ 428 milhões, mas pode chegar próximo a R$ 500 milhões dependendo dos ajustes do contrato. Ainda não foi divulgado o formato do negócio, se seria uma incorporação, fusão ou aquisição integral. Nenhuma das partes confirmou oficialmente a negociação. Sempre alvo de muitos boatos, outras negociações envolvendo o América Plano de Saúde já foram anunciadas, mas nunca se confirmaram. No entanto, o mercado aponta que o rumor está maior e pode ter se consolidado desta vez.

O Goiânia Empresas apurou com fontes próximas, que confirmaram a negociação, mas pediram para não ter seus nomes divulgados. Com a matéria é exclusiva, o site optou por não divulgar desde ontem para não prejudicar as negociações e por a Hapvida ser uma empresa de capital aberto. Hoje à noite estava previsto comunicar ao mercado – o que nos dá a tranquilidade de publicar a matéria sem prejudicar nenhuma das partes.

O contrato já estaria assinado (acordo teria sido assinado ontem, em reunião que teria se prolongado até às 3 horas da manhã). O prazo de aprovação nos órgãos reguladores deve ser de 90 a 120 dias. A aprovação deve ser tranquila, pois não afeta negativamente à concorrência do setor em Goiás.

O Plano América é goiano, fundado em 2003, dentro do Hospital Jardim América. No início, envolvia a sociedade de três hospitais de Goiânia. Após várias expansões da rede, em 2015, o grupo adquiriu o Hospital e Maternidade Fêmina – que passou a se chamar Hospital América em 2017. O América, em 2018, ultrapassou a marca de 100 mil vidas atendidas e tendo ampla rede própria de hospitais, clínicas e laboratórios.

O Hapvida, empresa do setor de saúde sediada em Fortaleza, abriu capital na Bolsa há um ano e está com plano agressivo de aquisições. Comprou o São Francisco (SP), em maio, por R$ 5 bilhões, ampliando sua carteira, avançando para o Sudeste e Centro-Oeste. Boa parte da negociação foi feita à vista e superou propostas da Interamérica, Bradesco e Amil.

O grupo ainda inaugurou um hospital em Joinville, firmando presença no Sul do País. Antes das aquisições, o Hapvida chegou a 6 milhões de clientes, maior parte no Nordeste. Meta é chegar a 14 milhões em todo País. Com o São Francisco, avançou 1,8 milhão de vidas, boa parte no interior de São Paulo, onde a Unimed domina. O mercado de planos de saúde tem hoje no Brasil 47 milhões de clientes – mas no passado já bateu 50 milhões de vidas atendidas.

O Goiânia Empresas ouviu o advogado especialista em fusões e aquisições, Marlos Nogueira, que apontou que se realmente o negócio for confirmado, a Hapvida está comprando a entrada na região. “Por isso a ótima precificação. O América é a forma mais efetiva de se fazer frente à Unimed e Ipasgo, que dominam localmente. A operação deve induzir uma saudável reconfiguração do setor por aqui, já que os hospitais e clínicas sofriam com a dependência dessas principais fontes pagadoras”, comentou.